SEMEAR 2011

SEMEAR 2011

sábado, 26 de março de 2011

SENAR PROCESSAMENTO BANANA VERDE MOCOCA

Regina Buzo - Notícias Café com Leite.

Curso de processamento artesanal da banana verde.

Alunos do Senar, Regina a direita.  

 
O  Senar  promoveu em parceria com o Sindicato Rural de Mococa o  curso de Processamento artesanal da banana verde, e teve inicio na sexta-feira dia 19 e foi até domingo, no Parque de exposições José André de Lima.
 


O instrutor Mario Eduardo Fumes  de Botucatu ensinou como se faz a biomassa da banana verde, muitas receitas e  benefícios desse alimento funcional nutritivo  e  facilmente encontrado no ambiente rural.
O Senar ( Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), busca com esse curso, contribuir com a segurança alimentar da população de modo geral, beneficiando o homem do campo quanto ao acesso a  um alimento mais nutritivo, com baixo custo e melhorando a renda familiar.
(Fonte : Apostila do Senar)

Os alunos aprendem a aproveitar essa fruta tão abundante em nosso país.
 
Mais de 30 receitas forma repassadas e feitas neste curso, e os alunos fizeram as principais refeições aprendendo e manuseando a biomassa.
Fizemos pão econômico, pão doce, nhoque, cuscuz, baião de dois, molhos, doces, sorvete, bolos, sucos, mousse de maracujá, maionese, arroz, feijão e muitas outras receitas utilizando a biomassa.
Muito fácil de se fazer, é só cozinhar a banana verde por 8 minutos na pressão e processa-la ou bater em liquidificador.As cascas também podem ser usadas no preparo de alimentos.
Gostei muito do método do professor Mário, ele distribuiu as receitas entre os alunos, e eles mandavam outros alunos executarem.Depois os papéis invertiam.
Isso estimulou o trabalho em grupo tão difícil nos dias de hoje.

O resultado da "água na boca"
O COMTUR presente como sempre, bem representado por Carlos Amatto e por mim, que  também levo o nome da Prefeitura de Mococa e do Departamento de Cultura e Turismo apoiando os eventos e cursos do Senar, onde o resgate cultural, gastronômico e a valorização do campo elevam nosso Turismo Rural e demostrando nossa identidade.
Fiquem com algumas fotos do curso e desse banquete feito com nossa banana...verde.
 
 
Regina Buzo
Depto Cultura e Turismo/COMTUR

NOTÍCIAS CAFÉ COM LEITE...

Notícias da Fazenda - Regina Buzo conta!


Os Casarões de Mococa 
Turimos Café com Leite


Cine Theatro Central

1930 - Residência do Monsenhor Félix Brandi 
Residencia erguida pelo construtorJoão Scarparo," aprendiz de Bozzani".É considerada um grande exemplo de arquitetura clássica de Mococa.Caracteriza-se por suas colunas inspiradas no estilo jônico: duas volutas(espirais) no capitel e base alargada.Fonte: Os Casarões, Patrimônio Histórico de Mococa, projeto gráfico, fotos e textos de Flávio Biazin.
Esta foto foi tirada por Soraya Sampaio vice-presidente COMTUR de Mococa


1916 em estilo Clássico

Este prédio, foi construído para abrigar a sede da Sociedade Italiana Dopo Lavoro, em 1929. Foi erguido pelos próprios italianos que, mais tarde doaram na para que se instituisse a Escola Profissional Mista - Escola Estadual. Para arcar com as despesas da estrutura interna, surgiu a figura de Francisco Garcia de Figueiredo. Posteriormente ele recebeu as devidas homenagens: a escola possui seu nome.Hoje neste prédio se encontra instalado a Casa de Cultura Rogério Cardoso.

Construido em 1893,por Cândido Souza Dias, em linhas neoclássicas renascentistas, esta casa apresenta porão alto e fachada ornamentada com detalhes em motivos arquitetônicos clássicos.

Hospital D. Carolina Figueiredo

Residência construída em 1895, pelo mestre de obra italiano Felix Calvice, por iniciativa do capitão João Ferraz de Siqueira.É das chamadas casas de porão alto: os grandes proprietários de terra queriam diferencia-la das casas comerciais que abriam suas portas para a rua.Tem como característica arquitetônica, os vazios sobre os cheios, pelo grande número de janelas na fachada, além do jardim lateral.Essa característica, é um traço marcante do período neoclássico.Posteriormente adquirida pelo Dr Manoel Figueiredo Ferraz, foi recuperada, obedecendo ao estilo original.
É conhecida como " Panelão".


Regina Buzo- Presidente do COMTUR Mococa

ALUNOS SENAR SE UNEM...



Regina Buzo conta sobre o evento em Sabino SP





Neste final de semana estivemos em Sabino SP, na Fazenda Santo Antonio da Professora Graziela Grecco do curso de Turismo Rural do Senar.O encontro reuniu cerca de 80 pessoas, produtores rurais e alunos e ex alunos do curso de Turismo Rural do Senar SP, para a Palestra " Ervas Medicinais ". O palestrante, Cesar Augusto Leite de Oliveira vem realizando no Vale do Ribeira um trabalho com ervas medicinais na AEPAM, Associação dos Extratores e produtores de Plantas Aromáticas e medicinais do vale do Ribeira e quer expandir esse projeto em outras regiões. César falou um pouco de sua experiência com manejo, coleta, plantio das ervas medicinais e todos ficaram muito interessados em se organizar, participar e trabalhar a nivel de cooperativismo. Nossas duas instrutoras do Senar estavam presente no evento, Graziela que é a proprietária da fazenda e Angela Cristina de Araraquara. Muitas cidades compareceram, Mococa, Colina, Tabapuã,São José do Rio Preto,Lins, Mirassol, Campinas e percebemos a grandiosidade do trabalho das professoras, não só trazendo o curso de turismo rural até nossas cidades, mais o laço que se formou com o trabalho delas.

Encontrando amigos que fizemos ao longo dos emails trocados, como o Negri de Campinas e outros que acabamos conhecendo na palestra como o Fernando, a Beth, César. As cidades se preparam para o Festival Gastronômico do módulo 9º do Curso e essa união, essa troca de informações está sendo muito proveitosa para nós todos envolvidos. Logo ao chegar fomos conhecer um pouco da Fazenda, e nos levaram a um local onde será feito um pomar em forma de mandala. No centro ficará a criação de pequenos peixes (lambaris), e a sua volta, árvores frutíferas e animais domésticos, tudo em harmonia e que será mais um atrativo da fazenda. Um projeto muito interessante. Lá a paisagem se completa com o rio Tietê ao fundo, limpo e cristalino, verdadeiramente parece um mar.
Na volta fizemos o percurso até Sales por balsa, apreciando cada momento no Tietê que nasce cristalino em Salesópolis, morre em São Paulo por causa da poluição e teima em viver ao passar por essas cidades do interior até chegar onde desagua no rio Paraná. Fiquem com as fotos...

Regina Buzo


Depto Cultura e Turismo/COMTUR


Mococa-SP
http://luisnegriguia.blogspot.com/2010/10/turismo-rural-sabino-16-e-17-de-outubro.html
 

SENAR EM MOCOCA




Turismo Rural Senar-Sp

     Começou o 2º Curso de Turismo Rural do SENAR SP na cidade.

       O primeiro módulo foi apresentado nos dias 10 ,11,12 e 13 de março com aulas teóricas no próprio Sindicato Rural de Mococa, práticas nas propriedades e teve como tema Oportunidades de Empreendimentos.

       Com um grupo de 25 alunos fechamos as inscrições e já começamos o projeto com as professoras Angela Nigro e Graziela Grecco .

       Bem variado, conseguimos juntar alunas de Cajuru, cidade que faz parte dos Roteiros Café com Leite, elas fazem curso de agronegócio aqui em Mococa, muitos produtores rurais, Lauren do Estados Unidos, que faz estudo de pássaros na Fazenda Ambiental Fortaleza
.
      Representantes também  do Grupo Casa do Artesão, do Departamento de Cultura e Turismo, das Folia de Reis, e proprietários rurais de  São Benedito.

      Rilton da Escolinha de Monta Tradição também faz o curso e como sempre se aperfeiçoando naquilo que faz e que mais gosta de trabalhar...os cavalos e o seu projeto de monta gratuito com crianças de nossa cidade.
Estivemos nestes quatro dias em alguns locais, propriedade dos alunos, como a Fazenda Ambiental Fortaleza, Sítio São José, Aspase, Chacará da Pamonha, São Benedito das Areias.
Choveu muito, mais isso não impediu que fossemos a campo e identificássemos, pontos fortes e fracos nas propriedades, avaliação de cada uma delas, identificação das potencialidades, identificando roteiros, enfim, muito foi levantado.

       O Comtur, a Associação Café com Leite, através de mim, de  Carlos Amato, e Guto Nasser sempre  se agregando ao grupo, uma vez que já foram alunos do curso anterior.
Nosso objetivo maior é unir todo esse pessoal e outros também ligados a eventos, artesanato, manifestações culturais, e fazer um belo festival gastronômico em novembro na finalização desse curso,mostrando tudo que Mococa tem de melhor.

        Já na segunda semana de abril,  dias 08,09 e 10, ficou marcado o próximo módulo.
A cada pessoa que se une ao projeto, cada aluno, cada parceiro, cada autoridade mobilizada, aumenta nossa esperança do trabalho com o turismo rural alavancar de vez em nosso município.
 
 
Regina Buzo
Presidente do Conselho Municipal de Turismo de Mococa - COMTUR

http://www.novamococa.com.br/ler.php?cod=1255

SENAR SP Preservação do Meio Ambiente

TENDA DA CIDA CILLI – Preservação do Meio Ambiente, Senar SP
16/07/2010, Sexta - Foram três dias do Curso Preservação do Meio Ambiente do Senar SP. O instrutor foi o engenheiro agrônomo João Cabrera  Filho de São José do Rio Pardo,  que trabalhou  com o grupo assuntos  importantes e atuais, como uso do agrotóxicos, sua correta utilização, descarte da embalagens, trangênicos, Comitê do Pardo, APPS, Reservas Legais, Recursos Hidricos, Outorga, Lei Ambiental, entre outros temas, que por si só já mereciam um curso. 
Visitamos as Estações da Sabesp, de Tratamento de Esgoto e de Água, e fomos recebidos por Marcus Scandar, que explicou todos os passos do tratamento e o maravilhoso trabalho da empresa. 
A nossa água é uma das melhores do mundo. 
Também vimos muito lixo jogado no esgoto, camisinhas, papel higiênico, absorvente.
Isso dificulta muito o trabalho da Sabesp. 
Lixo deve ser jogado no lixo e não no vaso sanitário como muitos fazem. 
Visitamos no último dia a APTA, Estação Experimental como é chamada. 
Paulo Gallo nos acompanhou e deu detalhes de todo o trabalho que é feito diariamente pela APTA Polo Nordeste.
Segundo ele nos últimos 20 anos foi comprovado que em Mococa chove mais . 
Tiago que trabalha na apta,  nos acompanhou em viveiros mostrando o trabalho de pesquisa com muitas variedades de batata.
Também outras espécies são estudadas na apta como a pupunha, a seringueira. 
O estado de São Paulo é o maior produtos de látex do país. 
Um  curso  proveitoso e esclarecedor, com  um grupo de 20 pessoas bem diversificado e interessados. 
Fora todo o conhecimento adquirido e as questões levantadas no curso, ficou a vontade  de saber mais e fazer a nossa parte pelo meio ambiente . 
O Sindicato Rural conta com uma  vasta programação de cursos voltados ao produtor rural, beneficiando toda a comunidade. 
Ainda em julho, teremos dias 19 a 25 o Curso do SENAR de Operação e Manutenção de Tratores Agrícolas. 
Não percam.
E para quem já fez os cursos do SENAR, não se esqueça de ir até o Sindicato e buscar seu certificado.
Ele é válido em âmbito nacional... 

Maiores informações no próprio Sindicato Rural de Mococa, rua Barão de Monte Santo,1211 - 1º andar  Centro. Fone/Fax (19) 3656-0055
Regina Buzo - Depto Cultura e Turismo/COMTUR

 

SENAR TURISMO RURAL

TURISMO – Começou o 2º Curso de Turismo Rural do SENAR SP em Mococa, por Regina Buzo

O primeiro módulo foi apresentado nos dias 10 ,11,12 e 13 de março com aulas teóricas no próprio Sindicato Rural de Mococa, práticas nas propriedades e teve como tema Oportunidades de Empreendimentos. Com um grupo de 25 alunos iniciamos as atividades.

A procura este ano foi grande, pois tivemos na sensibilização 43 inscrições.Isso mostra o belo trabalho que está sendo feito pelas professoras Graziella Grecco e angela Nigro.

Regina Buzo 
Presidente do COMTUR de Mococa 



SENAR SENSIBILIZAÇÃO TURISMO RURAL MOCOCA SP

ESTA FOTO É DA VISITA ÁS PROPRIEDADES NA SENSIBILIZAÇÃO SENAR TURISMO RURAL EM 2011

SENAR ARTESANATO EM SEMENTES

CAPACITAÇÃO – Curso Senar SP do Sindicato Rural de Mococa
22/03/2011, Terça - O Senar SP através do Sindicato Rural de Mococa, trouxe o curso de Artesanato em Sementes com a professora e artesã de Bariri SP, Carmen Lúcia Bargas. 
O curso iniciou ontem dia 21 e vai até dia 23 e conta com 20 alunos. 
Aprenderam pontos básicos de macramê, furamos as sementes e iremos montar colares, e outras peças com esse material colhido. 
É aproveitado, as sementes, cascas de árvores, cordão encerado, sisal, tecidos de malha, misturado ao que vem da natureza.  
Sempre com a preocupação de preservar e não destruir. 
Além de ser uma terapia, a renda extra  desse artesanato, é muito importante para o produtor rural e sua família e para o Turismo também.

SENAR TURISMO RURAL 2011 MOCOCA

domingo, 13 de março de 2011

Começou o 2º Curso de Turismo Rural do SENAR SP na cidade.


O primeiro módulo foi apresentado nos dias 10 ,11,12 e 13 de março com aulas teóricas no próprio Sindicato Rural de Mococa, práticas nas propriedades e teve como tema Oportunidades de Empreendimentos.

Com um grupo de 25 alunos fechamos as inscrições e já começamos o projeto com as professoras Angela Nigro e Graziela Grecco .

Bem variado, conseguimos juntar alunas de Cajuru, cidade que faz parte dos Roteiros Café com Leite, elas fazem curso de agronegócio aqui em Mococa, muitos produtores rurais, Lauren do Estados Unidos, que faz estudo de pássaros na Fazenda Ambiental Fortaleza .

Representantes também do Grupo Casa do Artesão, do Departamento de Cultura e Turismo, das Folia de Reis, e proprietários rurais de São Benedito.

Rilton da Escolinha de Monta Tradição também faz o curso e como sempre se aperfeiçoando naquilo que faz e que mais gosta de trabalhar...os cavalos e o seu projeto de monta gratuito com crianças de nossa cidade.

Estivemos nestes quatro dias em alguns locais, propriedade dos alunos, como a Fazenda Ambiental Fortaleza, Sítio São José, Aspase, Chacará da Pamonha, São Benedito das Areias.

Choveu muito, mais isso não impediu que fossemos a campo e identificássemos, pontos fortes e fracos nas propriedades, avaliação de cada uma delas, identificação das potencialidades, identificando roteiros, enfim, muito foi levantado.

O Comtur, a Associação Café com Leite, através de mim, de Carlos Amato, e Guto Nasser sempre se agregando ao grupo, uma vez que já foram alunos do curso anterior.

Nosso objetivo maior é unir todo esse pessoal e outros também ligados a eventos, artesanato, manifestações culturais, e fazer um belo festival gastronômico em novembro na finalização desse curso,mostrando tudo que Mococa tem de melhor.

Já na segunda semana de abril, dias 08,09 e 10, ficou marcado o próximo módulo.

A cada pessoa que se une ao projeto, cada aluno, cada parceiro, cada autoridade mobilizada, aumenta nossa esperança do trabalho com o turismo rural alavancar de vez em nosso município.



Regina Buzo

Presidente do Conselho Municipal de Turismo de Mococa - COMTUR

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mea paulista.. e mea mineira.

MOCOCA, MG


Por Paulo Nunes

Mococa é uma das mais belas cidades de Minas que se localizam no Estado de São Paulo. Que é mineira, ninguém duvide. Tive sinais disso muito antes de conhecê-la e amá-la. Vinha do sul do Estado de SP e de repente, sem nem ter mesmo consciência disso, algo em mim ia percebendo que eu voltava para casa, quero dizer, a paisagem ia se “amineirando”, cupins resolvendo aparecer nos pastos (coisa que eu não tinha visto ainda em São Paulo), uns cavalinhos magros, umas curvas barrocas na estrada, um jeito específico do povo usar chapéu ou mesmo de não usá-lo, nem sei… Talvez o comportamento diferente dos passarins, que já não eram mais passarinhOs… Sei lá o quê, mas ia sentindo isso. E no horizonte havia montanhas, que se aproximavam.

Então, aconteceu de o motorista do nosso carro errar o caminho, segundo ele por falta de sinalização na estrada (êpa, esta história eu conheço!). Isso, para o pessoal da produção do Circuito, foi se não a morte, algo como um ataque de “angina pectoris” no meio de um recital. Para mim, que sou poeta e… mineiro, foi até meio divertido. E erramos feio: pega daqui, pega de lá, pegamos até uma estrada de terra (saudável prova de que o Estado de SP não está inteiramente “pronto”), com arbustos poeirentos, cruz na beira da estrada, parada em boteco de arraial e tudo. Neste tudo não se inclua os insistentes latões de 50 litros de leite das estradazinhas mineiras, pois isso denunciaria a presença de um eficiente contra-regra e a certeza de estar filmando em terras paulistas. O fato é que nos perdemos, e Mococa ganhou com isso: ficou mais atraente, mais misteriosa… Um verdadeiro destino, não uma viagenzinha qualquer, daquelas feitas por representante comercial, que solta o corpo e este segue sozinho, burro velho acostumado. Não: Mococa era pra valer, e requeria vencer duras provas para se chegar lá.

E vencemos. Vencidas as terras vermelhas, cafezais sem fim e cerrados claudicantes que a cercam, Mococa enfim apareceu e nosso encontro foi feliz como um surpreendente reencontro. A cidade é linda, é mesmo uma “joinha”, como se fala lá em Minas: um anfiteatro de montanhas com altos degraus da arte do nosso país, ou algo quase isso, como disse o Oswald de Andrade sobre outra cidade mineira. Logo observei que, mais do que em qualquer outro lugar de São Paulo em que já havia estado, as pessoas aqui reparavam, com o rabo dos olhos, quando eu tirava meu caderninho azul e minha caneta para tomar alguma nota (ou mesmo quando eu ficava apenas reparando, claro, também com o rabo do olho, e escrevendo mentalmente). Mas depois, no decorrer do dia, eu e Mococa fomos só aperto de mãos e conversa de compadres. Gente que de repente se descobre primos, coisa de mineiros.

Senão, vejamos. Fiquei logo sabendo que os fundadores desta cidade foram “entrantes” mineiros. Ora, vim para pegar de volta a minha parte! E perdoem desde logo minha indiscrição: entrante parece ser palavra chique, da polida época cafeeira, para dizer “entrão”, invento verbal mineiro que define um sujeito safado, diga-se, que, por exemplo, mexe, sem autorização, na geladeira da nossa casa, quando em visita. Estes entrões vieram, pois, do sul de Minas, queimaram a mata aqui, fizeram suas casas, com galinheiro e tudo, depois foram recebendo outros mineiros, tantos que nem os imigrantes italianos (que não eram entrões, mas convidados) conseguiram expulsar e então… Pronto, Mococa ficou sendo uma cidade mineira – devolvam o que é meu.

Portanto, não me peça para ir a Arceburgo, mesmo sendo apenas 14 km daqui, divisa adentro, pois, Mococa, você já é mineira no semblante e na cor, e os seus filhos falam mineiramente, este povo brejeiro e bíblico, fugido a pé não de Sodoma ou Gomorra, mas de um incêndio em Aiuruoca ou em Nepomuceno. Suas filhas em especial, Mococa, são morenas falando daquele jeitim, ai. E quer outra prova? Comi um pedaço de queijo, e era bom, e umas broas de fubá, excelentes, coisa que nunca topei em vinte anos de comilança em São Paulo. E tudo muito barato. Uai, conclusão lógica, estava em Minas.

Salve, pois, Mococa, “TERRA MEA PAULISTA GENEROSA”! Mea paulista.. e mea mineira.

http://circuitosescdeartes.com.br/2010/blog/page/14/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bolo de Hortelã Matéria TVD Mococa



Bolo de Hortelã


4 ovos

½ xícara de óleo

1 xícara de água

1 prato sobremesa folhas frescas de hortelã lavado

1 pitada de sal

2 xícaras de açúcar

2 xícaras farinha de trigo

1 colher sopa de fermento em pó

Coloca os ovos, óleo, água, sal e hortelã. Bata os ingredientes.

Adicione o açúcar, e aos poucos a farinha trigo. No final adicione o fermento.

Coloque em forma untada e asse forno médio por 40 minutos.

Cubra com cobertura de chocolate e enfeite com folhas frescas de hortelã.

Para acompanhar suco de hortelã que além de alcalinizante por ajudar no sistema digestivo, reduz a quantidade de muco do organismo,a resposta alérgica e mantêm o ph do corpo adequado.

Matéria Andrea Anes TVD Mococa com o pessoal do Grupo Ecológico Olho D'agua

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

OFICINA DESIGN ESTAMPARIA




OFICINA DESIGN ESTAMPARIA


Num mundo globalizado, onde todos os comportamentos e atitudes tendem a se padronizar, o diferente é constantemente buscado num mercado cada vez mais competitivo.

(Apostila Ivone Rigobello)

Foram 8 semanas de aulas teóricas, pesquisas de elementos, exercícios teoria da estamparia, exercícios teoria das cores, painel de referências, técnicas stencil, carimbos, projeto e produção de estampas.

Bem completo, estimulante, o projeto Design Estamparia , uma ação  da Oficina Cultural Guiomar Novaes de São João da Boa Vista aconteceu na Casa de Cultura Rogério Cardoso em Mococa.

Coordenando a oficina, Ivone , arquiteta, trabalha há 20 anos com design de superfície – quando esta expressão nem existia – e cria peças tais como almofadas, tapetes, jogos americanos e painéis decorativos.

Ela se utiliza de fibras, cores e grafismos com uma linguagem bem brasileira, lembrando tanto a natureza quanto desenhos tribais. Segundo a própria Ivone “as fibras são como um ser vivo que teve uma história antes de chegar a mim. Elas nasceram, cresceram e morreram, tornando-se a matéria que me permite realizar meu trabalho“.

Incentivando o trabalho em grupo, foram formados 4 grupos com os alunos e cada grupo elaborou uma coleção a ser trabalhada.

Muita criatividade aflorada, esperamos dar continuidade a esse trabalho oferecido ao público de Mococa com outras propostas e outras exposições do trabalho confeccionado..






Lei do Turismo





PL que regulamenta o turismo rural no país é aprovado na CCJ em caráter conclusivo

O projeto é de autoria do deputado Silvio Torres e agora segue para apreciação do Senado

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou nesta terça-feira (9) o projeto de lei 5077/09, do deputado Silvio Torres, que regulamenta a exploração do turismo rural em nosso país.

O texto, que havia sido aprovado por unanimidade pelas comissões de Agricultura, do Turismo e Desporto e de Finanças e Tributação segue agora para exame do Senado, sem passar pelo plenário da Câmara, já que foi aprovado em caráter conclusivo pela CCJ.

Pelo projeto do parlamentar paulista, o turismo rural será incluído entre as atividades rurais previstas na legislação. Na prática, a mudança vai permitir que os empreendedores rurais paguem menos impostos diferenciados sobre os serviços turísticos, como já ocorre com as atividades agropecuárias.

O deputado Torres calcula que a mudança deve beneficiar cerca de 5 mil empreendimentos, que empregam mais de 70 mil pessoas em todo o país.

Para a presidente do Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural (Idestur), Andrea Maria Roque Junqueira de Arantes, que sempre esteve à frente dessa batalha, a aprovação do projeto de lei do deputado Silvio Torres na CCJ significa um passo importantíssimo para o setor. “Há muito tempo a gente vem sonhando com a regulamentação da atividade, e essa conquista deixa a gente mais animada e otimista, porque, agora, falta muito pouco para o nosso sonho torná-lo realidade”, declarou a presidente.

Segundo ela, o turismo rural caminha para novos rumos. “A regulamentação do setor, representa a modernização, o profissionalismo, e o crescimento da atividade, sem perder a ruralidade. Tudo isso, graças ao empenho e a dedicação total do deputado Silvio Torres, que acolheu a nossa causa no Congresso e sempre esteve presente nas nossas lutas. Obrigada deputado." agradeceu Andrea Junqueira.

SAINDO DA CLANDESTINIDADE



"Os custos, em termos de impostos, de tributos, que recaem sobre esses empreendimentos são os mesmos que recaem sobre as atividades urbanos. A agricultura no Brasil e a pecuária são incentivadas com o pagamento de impostos mais baratos. E o turismo rural não consegue ser beneficiado da mesma maneira. Ao não se oficializar, eles não têm acesso a crédito e não podem dar notas fiscais, o que inviabiliza as agências de viagem a terem com eles uma relação mais regular"- destaca o parlamentar paulista.

"Tudo que foge da informalidade é bem-vindo, porque aí você não é simplesmente um impune, é uma empresa que está atuando nesse mercado tão importante que é o mercado do ecoturismo, do turismo rural. São duas atividades que se agregam. A própria atividade rural em si já é um atrativo turístico que, no final, o resultado só pode ser positivo, desde que seja desenvolvido com coerência, pé no chão, respeitando rigorosamente as leis ambientais, porque também é um fator essencial para que essa atividade tenha sucesso"

Atualmente, a CLT não reconhece o turismo rural como uma das formas de atividade econômico das fazendas, impedindo, por exemplo, a emissão de documentos fisca.

O relator do projeto na CCJ foi o deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), que votou pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta. Afirmou ele que o turismo rural muito contribui para o desenvolvimento social e econômico do País, ao criar novas oportunidades de trabalho no campo e melhorar a vida do trabalhador rural.

“Além disso, o turismo rural é um forte aliado na luta pela preservação da natureza, matéria-prima dessa atividade rural”, afirmou.

ALTERAÇÕES NA ATUAL LEGISLAÇÃO

O projeto de Silvio Torres que agora vai ser examinado pelo Senado inclui na lei n° 8.023, de 1990, que “altera a legislação do Imposto de Renda sobre o resultado da atividade rural” o turismo rural como atividade rural, nas suas diversas modalidades: administração de hospedagem em meio rural, fornecimento de alimentos e bebidas em restaurantes e meios de hospedagem rurais, organização e promoção de visitas a propriedades rurais produtivas ou propriedades rurais inativas de importância histórica, exploração de vivência de praticas do meio rural, e exploração de manifestações artísticas ou religiosas no meio rural.

Além disso, o projeto também propõe a alteração da lei n°5.889, de 1973, que “estatui normas para o trabalho rural” com o objetivo de incluir como empregador rural a pessoa física ou jurídica, proprietário ou não, que explore atividade agroecônomica, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou através de prepostos e com auxilio de empregados, inclusive a exploração do turismo rural.

INTEGRA DO PROJETO

O Projeto do deputado de lei 5077/09, do deputado Silvio Torres, tem a seguinte relação.

PROJETO DE LEI Nº , DE 2009

(Do Sr. Sílvio Torres)

Dispõe sobre o empregador rural e

dá outras providências

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1o O art. 2º da Lei nº 8.023, de 12 de abril de 1990,

passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:

“Art. 2º ................................................................................

Parágrafo único. Também se considera atividade rural,

desde que oferecida em meio rural, comprometida com as

atividades da exploração agropecuária, de forma vinculada ou

não à exploração de atividade agropecuária:

I – administração de hospedagem em meio rural;

II – fornecimento de alimentação e bebidas em

restaurantes e meios de hospedagem rurais;

III – organização e promoção de visitas a propriedades

rurais produtivas ou propriedades rurais inativas de importância

histórica;

IV - exploração de vivência de práticas do meio rural; e

V - exploração de manifestações artísticas ou religiosas

no meio rural.” NR

2

Art. 2º O § 1º do art. 3º da Lei nº 5.889, de 1973, passa a

vigorar com a seguinte redação:

Art. 3º ..................................................................................

§ 1º Inclui-se na atividade econômica, referida no caput

deste artigo, além da exploração industrial em estabelecimento

agrário não compreendido na Consolidação das Leis do

Trabalho, a exploração do turismo rural ancilar à exploração

agroeconômica.” NR

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Claudio Coletti (08-12-2010)



Valeria Scheide

Assessora de Comunicação

Tels. (11) 5087-4845/ 8354-6261 / 7744-8729 / ID: 11*80624

R. Estela, 515 - Bloco G - Sala 51 - Paraíso - São Paulo - SP - CEP. 04011-002

www.silviotorres.com.br

www.twitter.com/depsilviotorres

Enviado por Luiz Negri
Foto de Regina Buzo-  Fazenda Ambiental Fortaleza

domingo, 12 de dezembro de 2010

OFICINAS DESIGNER ESTAMPARIA

ESTÁ SENDO REALIZADA NA CASA DE CULTURA ROGÉRIO CARDOSO E É UM PROJETO GUIOMAR NOVAES.



A INSTRUTORA IVONE RIGOBELLO COM SEU TRABALHO, SUAS TÉCNICAS REPASSADAS ÁS ALUNAS DESTE MARAVILHOSO CURSO ESTIMULA COM CERTEZA A CRIAÇÃO E O TRABALHO EM GRUPO.
MUITA CRIATIVIDADE AINDA VAI ACONTECER NESTE GRUPO.

Coisas que a vida ensina depois dos 40





Coisas que a vida ensina depois dos 40



Amor não se implora, não se pede, não se espera...

Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para

mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

Deus inventou o choro para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.

Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que

abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor...

O amor quebra barreiras, une facções,

destrói preconceitos, diferenças sociais,

cura doenças...Sim cura todas as doenças,

Não há vida decente sem amor!

E é certo, quem ama, é muito amado.

E vive a vida mais alegremente...



© Artur da Távola

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010



Os blogs estão cada vez mais deixando de ser apenas diários virtuais, coisa de adolescentes, para ganhar um novo papel.



Aliando textos a outras formas de linguagem, eles passaram a servir como ferramenta no processo de ensino-aprendizagem da educação formal, pois são muitos os educadores que estão fazendo uso dos blogs para complementar o conteúdo passado em sala de aula.



Também funciona como meio de se divulgar todo um trabalho, seja no Turismo, nas Bibliotecas estimulando a leitura, nos Departamentos das Prefeituras, nas empresas...no artesanato.



É gratuito, e como o Twitter, Orkut, Faceboock, pode ser bem atrativo e reunir muitos seguidores.



Abaixo alguns exemplos de blogs de Mococa e região:



História de Mococa: http://cliomococa.blogspot.com/



Turismo Café com Leite: http://tendadacida.blogspot.com/





Campinas: http://luisnegriguia.blogspot.com/2010/11/mococa-abre-temporada-dos-festivais-de.html



Fazenda Sto Antonio em Mococa: http://agroflorestacafe-mococa-sp.blogspot.com/





Tapiratiba: http://leiamaistapiratiba.blogspot.com/2010/11/viagem-literaria-modulo-v.html



Arceburgo: http://iaranicola-arteerestauro.blogspot.com/



Restauração Patrimonial: http://athelierpimentel.blogspot.com/









sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fazendas das Cabras

Bolo de maça com nozes delicioso


•3 maçãs descascadas

•2 xíc de chá farinha de trigo

•2 ovos

•1 xíc de chá de açúcar mascavo

•1 xíc de cha de açucar refinado

•1 xíc de chá mal cheia de óleo de girassol

•1/2 xíc de chá de uvas passas da clara sem caroço

•1/2 xíc de chá de nozes picadas

•1 clh de chá de fermento em pó

•1 clh de café de bicarbonato

•1 clh de chá de canela em pó

Bata os ovos até esbranquiçar, vai colocando o açúcar refinado e o açúcar mascavo aos poucos. Acrescente um a um dos ingredientes : o óleo + farinha de trigo+bicarbonato+ canela+ fermento em pó+ maçãs em cubinhos+ nozes + uvas passas. Mexa tudo até ficar uma massa homogênea. Colocar esta massa em uma forma de furo no meio ,untada e polvilhada com canela e açucar. Leve ao forno pré aquecido por aproximadamente 45 min ou quando o palitinho sair mais seco.



É delicioso com um chá da tarde!!!!!


Assista o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=IV5Q_zlYHYQ&feature=player_embedded

http://www.fazendadascabras.com.br/blog/?page_id=3

Blog da Vaquinha Mococa

Bolo de Ameixa

Ingredientes:




250g de manteiga Mococa

2 xícaras (chá) de açúcar

6 unidades de ovos

2 xícaras (chá) de farinha de trigo



Calda

250 gr de ameixa preta

2 xícara(s) (chá) de açúcar

3 xícara(s) (chá) de água

Modo de Preparo

Massa

1-Bata a manteiga com o açúcar e, em seguida, junte os ovos, um de cada vez intercalando com a farinha de trigo.

Por último, coloque o fermento. Amasse as ameixas que foram utilizadas para a calda e junte à massa.

Misture delicadamente. Coloque a massa em uma assadeira untada e polvilhada.

Leve ao forno médio, pré-aquecido. Quando o bolo estiver quase assado, retire do forno, despeje metade da calda e após assado, ainda quente, despeje o restante.

Desenforme no dia seguinte e sirva.

Calda

2-Misture os ingredientes e leve ao fogo até formar uma calda meio grossa. Depois de pronta, separe as ameixas e reserve.



Por: Vaquinha



http://www.blogdamococa.com.br/vaquinha-mococa/

DA ENXADA AO BORDADO



DA ENXADA AO BORDADO:

Histórico da comunidade



O distrito de Igaraí faz parte do Município de Mococa no Estado de

São Paulo e comemorou 154 anos em 2010.

Igaraí nasceu de uma área de 60 alqueires doada por um fazendeiro

que tinha uma propriedade na região.

O mesmo fazendeiro doou ainda dinheiro para que fosse erguida uma capela, Nossa Senhora da Luz, Santa de devoção de sua esposa. Em torno da capela começou a nascer o povoado, que foi batizado de Nossa Senhora da Luz das Canoas, numa referência também ao Rio Canoas que passa por ali. Depois de 48 anos a localidade passou a ser conhecida como Igaraí, que significa "canoa pequena" em tupi-guarani. Esta denominação é oficial até os dias de hoje.

Contexto Sócio-Ambiental



O distrito de Igaraí possui 3.180 habitantes sendo que 1.050 vivem na zona rural, cujas principais atividades são as lavouras de café e cana-de-açúcar e o leite vendido aos laticínios locais. Mesmo a população que vive na vila de Igaraí depende quase que 100% dos empregos

gerados na zona rural.

Com o declínio das lavouras de café e da produção leiteira na última década e com o avanço da cana-de-açúcar e a mecanização de sua colheita os empregos estão cada vez mais escassos e sem qualquer outra atividade industrial a localidade de Igaraí se vê a cada dia mais insegura do ponto de vista social e económico.

Os trabalhos existentes em sua maioria são ocupados pêlos homens. Dentro do grupo somente uma das mulheres (ver Anexo I - Perfil Demográfico do Grupo de Mulheres do Projeto Café Igaraí) possui trabalho fixo registrado como caseira em uma das fazendas locais. Durante 4 meses ao ano, 2 ou 3 destas mulheres conseguem trabalho temporário nas poucas lavouras de café ainda existentes com remuneração baseada em diárias, alcançando em sua maioria no máximo um salário mínimo mensal.

Além disto, com o casamento, chegada dos filhos e grandes distâncias com escasso transporte público, a tendência é de que as mulheres fiquem em casa sem muito poder contribuir para a cada vez mais agravante situação financeira do núcleo familiar.

Deste contexto e necessidade, nasceu o Projeto Café Igaraí.



Histórico do Projeto Café Igaraí



A semente do Projeto Café Igaraí nasceu em uma das fazendas locais

chamada Fazenda Ambiental Fortaleza. Preocupada com a escassez de trabalho para as mulheres fora dos meses da colheita do café e com a redução mesmo desta opção devido à substituição destas lavouras por cana-de-açúcar, a dona da fazenda incentivou as mulheres residentes na propriedade a confeccionar produtos em bordado e croché artesanal para venda aos hóspedes ocasionais.

Percebendo as carências locais e o potencial de mudança que esta atividade poderia ter na da vida destas e outras mulheres da região, um grupo de amigos da Fazenda Ambiental Fortaleza e sua dona, resolveu buscar uma solução para transformar esta iniciativa em uma açâo de maior impacto comunitário.

Esta busca culminou com o envio de uma proposta de projeto ao Sebrae –SP em maio de 2006, depois aprovada, para a contratação do designer têxtil Renato Imbroisi e sua equipe. O escritório regional do Sebrae-SP não possuía até então nenhum projeto de geração de renda de sucesso por meio do artesanato nos 16 municípios que atendia. Este foi e ainda é o primeiro e único projeto do designer Renato Imbroisi no Estado de São Paulo.

O foco do projeto passou a ser não só as mulheres da Fazenda Ambiental Fortaleza, mas de outras fazendas da região, como a Fazenda Santo António e da vila de Igaraí.vizinha à estas fazendas, com o objetivo de criação de um projeto de base de geração de renda de maior impacto comunitário possível.

O grupo de 30 artesãs iniciou as atividades do programa PSA (Programa Sebrae Artesanato) em agosto de 2006, terminando em novembro 2006.

De novembro de 2006 à janeiro de 2007 passaram também por oficinas de aprimoramento técnico de Bordado, Costura, Pintura em Porcelana e Tingimento Natural de Tecido. A primeira Oficina de Criação foi realizada no salão de festas cedido pela Igreja local em Janeiro de 2007.



Objetivos e Metas



Ao elaborar o Projeto Café Igaraí em Julho de 2006 o grupo fundador chegou a um

consenso sobre os seus objetivos:

- Criar condições para a geração de renda e aumento da auto-estima das artesãs, preservando, valorizando e mantendo as tradições locais por meio do artesanato.

- Desenvolver o potencial do grupo através de cursos de capacitaçâo e ampliação de atividades sócio-culturais de forma sistemática.

- Fomentar a construção de identidade e organização do grupo visando sua futura auto-suficiência e independência financeira.

- Aumentar a capacidade de produção e venda do artesanato.

- Criar uma marca conhecida e respeitada por meio da comercialização dos produtos.

- Utilizar a força de organização do grupo para a realização de atividades que envolvam e beneficiem a comunidade.

- Desenvolver uma atitude de respeito e sustentabilidade em relação ao meio-ambiente e à comunidade onde vivem.

Resultados Intangíveis

Logo de início já pudemos observar e constatar com as participantes os benefícios da formação do grupo;

- Maior integração com outras mulheres da comunidade, as quais antes só conheciam de vista.

- Aumento do respeito e admiração entre as artesãs através da descoberta das diferentes e muitas vezes semelhantes aptidões artesanais.

- Reuniões e encontros sistemáticos, maior participação e envolvimento social, em diferentes extratos sócio-econômicos por parte das artesãs.

Houve um grande investimento por parte de todos os envolvidos, pois foi quase um ano e meio de preparação, treinamentos, capacitações, sem que o resultado tangível, ou seja, a renda proveniente da comercialização dos produtos chegasse às mãos das artesãs.

Neste meio tempo havia muita pressão por parte dos familiares e amigos para que as artesãs abandonassem o grupo. A própria comunidade tem um histórico de projetos iniciados que não tiveram continuidade e fracassaram.

Com O Projeto Café Igaraí a expectativa era a mesma, o consenso da comunidade era "mais uma iniciativa que não vai dar certo", "estão trabalhando de graça".

Hoje dois anos depois a conquista da permanência e estabilidade do grupo trouxe um incrível aumento da auto-estima das artesãs. Assim que a renda começou a ajudar no orçamento domiciliar, os familiares se aquiesceram. As amigas e colegas hoje querem participar do grupo. A visibilidade alcançada na mídia local e nacional ajudou muito no fortalecimento da imagem das artesãs entre elas mesmas e junto à comunidade. Nunca imaginaram que poderiam aparecer em revistas e em um programa da Rede Globo (Ação Social - Julho 2007).

Os horizontes se expandiram com a participação em feiras e bazares em cidades como Brasília e São Paulo. Hoje o pensamento já se aventura e querem programar uma excursão à praia que a maioria não conhece.



A Identidade



As peças feitas à mão do projeto Café Igaraí têm, como tema, a bebida em si e toda sua produção, a partir do plantio, no interior paulista, pois apesar de ter uma história conhecida, não existia nenhum trabalho no Estado onde as mãos que fizeram esta história também pudessem contá-la.

Grãos pintados em porcelana com realismo e sutileza, ramos da planta, com frutos e flores delicadamente bordados em guardanapos e

toalhas de mesa, quadrinhos com cenas de fazendas, e desenhos inspirados nas aves que habitam os cafezais - tudo combinando, na exata medida, realismo e poesia, com técnica esmerada.

As cores remetem ao universo da lavoura do café: utiliza-se o branco, o cru, o marrom, o preto e tons terrosos resultantes do tingimento vegetal natural com palha e pó de café reciclado, folhas de árvores amigas dos cafezais, como pata-de-vaca, amoreira, ipê, jacarandá e outras, todas típicas da região de Igaraí, povoado rural de Mococa, a 260 quilómetros da capital.

A grande surpresa da linha de artesanato Café Igaraí, porém, ocorre quando se olha nos rostos e se vê as mãos - fortes, marcadas, calejadas - das artesãs habilidosas responsáveis por esta produção singular. Hoje, agulhas, linhas, tesouras, tecidos, pincéis, ocupam o lugar do instrumento de trabalho que carregaram durante anos, até bem pouco tempo atrás: a enxada, a pá, os balaios para colocar os grãos colhidos, com mãos nuas, na "panha de café", como se referem à colheita.

A inspiração no tema café apela diretamente à vivência coletiva e ao histórico particular de quem produz as peças. O resultado remete à tradição e ao ambiente bucólico e acolhedor, característico das fazendas paulistas de café.

Seria exagero dizer que o café corre nas veias destas ex-lavradoras, hoje artesãs; mas, sem dúvida, ele está plantado fundo em seus corações.

As Técnicas

O Projeto Café Igaraí contempla a utilização principalmente de três técnicas: Bordado Manual, Tingimento Vegetal Natural de Tecidos e Pintura Manual em Porcelana. Além destas utiliza-se também de técnicas complementares como costura, croché, desenho e patchwork.

Os Produtos

A linha de produtos concebida pelo designer Renato Imbroisi para o Projeto Café Igaraí foi produto das várias conversas com o grupo durante a Oficina de Criação em janeiro de 2007 e da experiência de mercado do designer.

A inspiração veio da tradição histórica do "Café com Leite" da região e resultou na criação de produtos que compõe uma linda Mesa de Café da Manha.



O Mercado



O projeto Café Igaraí reúne, neste momento, 15 mulheres, a maioria ex-lavradoras, ou de famílias que trabalham na lavoura de café, e que dominam técnicas de artesanato passadas de mãe para filha, como o bordado e o croché. A parceria entre o designer têxtil Renato Imbroisi e sua equipe, de São Paulo, resultou na orientação e criação de produtos com identidade local, valor agregado e apelo comercial dirigido ao público apreciador do artesanato com design que se faz hoje no Brasil.

Inicialmente a comercialização foi feita através de bazares regionais. O lançamento comercial foi comemorado com um evento de sucesso na loja paulista Rendas e Fricotes que contou com uma vitrine viva com as artesãs.

Todas as artesas do grupo são cadastradas pela Sutaco e em seu primeiro ano de existência o grupo vendeu mais de R$ 60.000.

No final de 2007 e em fevereiro de 2008 o grupo participou de duas exposições seguidas de vendas de seus produtos em Chicago, nos Estados Unidos, nos cafés Wild Tree e Metropolis. O produto teve boa

aceitação e alguns quadros bordados pelas artesãs chegaram a ser vendidos por U$ 150 cada.

Em março de 2008 o grupo recebeu o patrocínio da organização da feira Craft + Design, da qual participou com sucesso. Neste evento o grupo conseguiu captar cerca de 30 novos clientes lojistas, principalmente de outros estados brasileiros como Ceará, Piauí, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O crescimento das vendas vem sendo contínuo e principalmente acompanhado por um amadurecimento organizacional do grupo para que possa garantir a produção e atendimento de seus clientes.

O grupo já tem uma exposição seguida de venda de seus trabalhos agendada para o mês de setembro de 2008 na Willis Harman House em São Paulo.



O Amadurecimento



Apesar do grupo hoje ser menor em número de artesãs do que era inicialmente, as atuais participantes tem um nível de amadurecimento

conquistado com a vivência deste último ano.

Através do apoio recebido do Instituto Vivarta em forma de patrocínio de uma Coordenadora Local, o grupo recebe semanalmente orientações e treinamento em áreas imprescindíveis à sua sobrevivência como relacionamento entre as artesãs, divisão de tarefas, compra de matéria prima, organização da produção, vendas e

controle de qualidade, administração financeira e contabilidade entre outras.

Ao invés de acrescentarem mais artesas ao grupo, as participantes decidiram manter o grupo com poder de decisão com as participantes originais e formar pequenos núcleos de terceirizaçâo da produção. Cada participante treina suas próprias terceirizadas, geralmente uma irmã, cunhada ou vizinha, e se responsabiliza pela gerência deste núcleo. Desta maneira as reuniões semanais e tomadas de decisões

têm sido mais eficientes e o benefício da geração de renda começa a se estender para além do grupo inicial do projeto.

As artesas são remuneradas por peça vendida, ou seja, elas investem na confecção da peça e uma vez vendida a peça, a artesa recebe o equivalente à mão de obra empregada na peça. O lucro da peça, assim como o equivalente aos custos de matéria prima vão para um fundo do grupo que é gerenciado por 2 artesãs e pela coordenadora. Este fundo é utilizado para a compra coletiva de matéria prima e para

investimentos do grupo como compra de máquina de costura, custos de participação em Feiras e Bazares, construção de website entre outras.

Em março de 2008, o grupo pagou de seus próprios fundos o designer Renato Imbroisi por uma segunda Oficina de Criação em preparação para a feira Craft + Design. Segundo testemunho do designer, este foi o primeiro grupo em seus 25 anos de carreira que pagou de seu próprio bolso por uma de suas Oficinas. Normalmente os fundos para este tipo de investimento provêm de agências governamentais.

O grupo hoje é financeiramente independente e persegue de maneira contínua as metas e objetivos estabelecidos em seu planejamento estratégico em 2007.









Mãos calejadas da colheita do café trocaram a enxada pela agulha, a linha e o bordado. No distrito de Igaraí, em Mococa (SP), o projeto Café Igaraí há três anos reúne artesãs para a produção de peças feitas à mão com a temática do café, item característico da região.



Numa região de forte tradição cafeicultora, os empregos eram majoritariamente masculinos, e muito atrelados à época da safra. Com o avanço da cana no lugar do café e a mecanização da colheita, os empregos foram se tornando cada vez mais escassos.



Por iniciativa de uma fazendeira da região, as mulheres de Igaraí começaram a fazer produtos de bordado e crochê para vender aos visitantes, como fonte alternativa de renda. Dentro de um ano o projeto ganhou fôlego e conseguiu uma parceria com o Sebrae-SP para oficinas de capacitação.



O designer Renato Imbroisi foi à comunidade como consultor. As artesãs freqüentaram oficinas de aprimoramento técnico de bordado manual, costura, pintura em porcelana e tingimento natural de tecido. O resultado foram produtos que formam uma verdadeira mesa de café da manhã: toalhas, xícaras, guardanapos etc.



Os bordados desenham nas toalhas a fauna e a flora típica dos cafezais. E os tecidos são tingidos com corantes naturais do reaproveitamento do próprio café e de árvores que crescem próximo à lavoura, imprimindo tons terrosos, cru, marrom e preto.



O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal e consultoria do Instituto Vivarta. A idéia é ter uma associação formalizada até o final do ano e depois deixar que as artesãs dêem continuidade ao projeto de forma autônoma. “A medida do sucesso vai ser daqui a 2 ou 3 anos. Consideramos que a gente vai ter sucesso no dia em que não estivermos mais lá e mesmo assim aquilo não morra”, afirma Claudia Meirelles Davis, consultora do projeto através do Instituto Vivarta.

Fonte: http://www.acasa.org.br/socio_ambiental_acao.php?id=1





Mais Informações, fotos:



http://www.cafeigarai.com.br/index_portugues.php



http://igarai.blogspot.com/

STAND CIRCUITO CAFE COM LEITE

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COM A EMÍLIA DE TAUBATÉ

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SALÃO ROTEIROS DO BRASIL

ESTANISLAU E PROFESSOR CRISTIANO

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Casa dos Dois Cachorros

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Mococa - SP

Cachaça da Tulha

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(19) 3665-5059 / 92357349

Cachaça Aspase

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Informações (19) 3656-1738

REPLANTING A RAINFOREST

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http://www.grupoecologicoolhodagua.org/